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28.12.09

Troller T4 na enchente, aproveitando oportunidades de marketing

Vi como uma notícia da record, no dia de uma das maiores enchentes que a capital já viu nos últimos tempos. O carro eu não reconheci de primeira...

Já as comunidades de jipeiros reconheceram e comentaram exaustivamente sobre o feito daquela Troller T4...

Em seguida a montadora Troller lança seu novo comercial, explorando a mesma cena.



Vi primeiro na TV e me chamou atenção como há tempos não acontecia com um comercial, e mais, ainda lançaram um hot site do assunto.

Troller na EnchenteLá eles monstram o vídeo e perguntam "Este troller é seu?". Com um formulário para preencher e enviar dados, informações e foto, sem promessas de premiação.

Uma produção simples, claramente feito as pressas, mas com a quantidade necessária de recursos e informações o suficiente pra gerar uma quantidade enorme de mídia expontânea numa época em que todos estão falando somente de sol e praia.

Provavelmente estará nas palestras do ano que vem. Vamos ver...





7.10.09

Reportagem: 140 caracteres de oportunidades

Fui convidado novamente a participar de uma matéria para a Revista WebDesign (na edição de outubro) agora para falar de Twitter, assunto que gosto bastente de debater.

Como sempre é um prazer responder as questões que eles enviam, sempre muito bem pensadas e divertidas de responder por levarem a reflexões bacanas.

Além desta matéria a revista trouxe como capa um artigo sobre Realidade Aumentada - onde a própria capa levava a uma experiência de RA.

Parabéns a equipe da Arteccom que sempre traz estas informações bacanas.

E seguindo a regra, abaixo compartilho com vocês, na íntegra, minhas respostas para compor a matéria:

Revista WebDesign: As mídias sociais se tornaram a grande coqueluche nos últimos dois anos, atraindo grande atenção por parte dos usuários e das empresas. Dentre as opções disponíveis, o Twitter desponta como um dos ambientes mais promissores nesta área. Em sua opinião, quais são as principais transformações que o Twitter traz para a estratégia de comunicação das marcas?

Léo Palagi: As marcas presentes no twitter têm criado um relacionamento mais próximo com seus consumidores principalmente pela possibilidade de comunicação imediata que a ferramenta proporciona.

Além disso, podemos usar o twitter como termômetro do que se diz sobre a marca na web, tomando decisões e efetuando manobras pontuais de maneira mais rápida através de searchs de tags específicas.

O maior impacto que se apresenta nas estratégias de comunicação com esta ferramenta seria a velocidade com que a informação é propagada, exigindo uma atenção contínua das marcas e conseqüentemente maior flexibilidade de ação.


Revista WebDesign : Por outro lado, quais são as oportunidades e as possibilidades que o Twitter pode trazer para o portfólio de serviços de uma agência digital e de um profissional freelancer? Que tipos de serviços podem ser prestados por agências dentro deste ambiente?

Léo Palagi: Se (muito) bem planejado, o investimento em mídia pode ter uma redução considerável quando direcionamos a divulgação da ação ao twitter.

O que antes seria investido em uma concorrência por links patrocinados ou banners em regime de CPM, pode ser redirecionado para planejamento em ações no twitter que trazem outros benefícios de médio prazo.

Uma ação na ferramenta pode reduzir a quantidade de compra de mídia permitindo que a verba seja utilizada em outras ações, mas é importante lembrar que uma coisa não substitui totalmente a outra.


Revista WebDesign: Quais são os parâmetros que vocês utilizam na hora de recomendar a um cliente a entrada em uma determinada mídia social? No caso do Twitter, quando é recomendado que uma empresa passe a fazer parte deste ambiente de uma maneira adequada e eficaz?

Léo Palagi: Consideramos que qualquer marca minimamente conhecida já está presente nas mídias sociais antes mesmo que decida entrar de fato.

Seja em comunidades em uma rede (como Orkut) ou com resenhas em blogs ou comentários no twitter, provavelmente alguém já falou sobre você em algum momento.

O papel da agência é tonar esta marca ativa nesta mídia e iniciar um relacionamento com seu consumidor.

O primeiro passo é não ter “teto de vidro”.

Analisamos qual é a situação da marca na rede para entender se há algo que precisa ser readequado antes que a marca comece a atuar de fato.

No twitter não é diferente, deve-se ouvir antes, seguir pessoas que tem relação com seu mercado alvo para entender qual será o modelo de aproximação.

Gerar conteúdo relevante que crie interesse ao usuário é um dos modelos, mas cada caso deve ser analisado separadamente.


Revista WebDesign: Recentemente, o guru da usabilidade, Jakob Nielsen, publicou um artigo apresentando algumas dicas sobre design iterativo no Twitter (http://www.useit.com/alertbox/twitter-iterations.html) e as questões de usabilidade em textos mais curtos na web. Diante disso, e de toda a recente discussão sobre o caso “Sasha/Xuxa/sena”, já é possível apontar algumas boas práticas na hora de se produzir e publicar conteúdo através do Twitter?

Léo Palagi: Poderíamos tratar de diversas regras diferentes de como agir, mas a regra de ouro é: “Seja Relevante!”

Temos pouquíssimo tempo para atrair a atenção e dar uma informação no twitter, por isso normalmente oferecemos um link para prosseguir a leitura, mas precisamos ser objetivos e publicar conteúdo interessante aos seus seguidores.

Se seu perfil for entendido como pouco relevante – e isso vale para perfis de empresas ou pessoas – com certeza perderá seguidores e com isso o famoso “capital social” diminui.

O caso “Xuxa e sua filha” mostra alguns exemplos.

Em primeiro lugar, o poder de fogo da fama que a rainha dos baixinhos trouxe da TV lhe garantiu alguns seguidores, mas diferente da TV, o twitter é uma via de mão dupla.

Se o que falo não tem relevância eu perco seguidores, mas pior que isso, se falar bobagens, além de perder seguidores terei réplicas que as vezes poderão ter tom agressivo, e quando estou usando este tipo de ferramenta tenho que estar preparado pra isso.

A Xuxa não estava!

Revista WebDesign: Na edição de setembro da Revista TIdigital, na seção Newwws, o colunista Alexandre Fontoura divulgou que, “de acordo com a pesquisa da Pear Analytics (http://migre.me/6hKz), cerca de 40% dos tweets contam fatos sem interesse sobre a rotina do usuário e 37% são conversas entre usuários. A consultoria selecionou duas mil mensagens publicadas no Twitter entre as 11h e as 17h durante duas semanas. Mensagens que repliquem conteúdos de outros usuários, conhecidas como retweets, foram responsáveis por 8,7%, seguidas pelos tweets autopromocionais, em que empresas anunciam novos produtos ou serviços e promoções, com 5,8% da amostra”. Pensando nisso, quais são os dados e os elementos fundamentais para se montar um processo de monitoração em relação à multiplicação instantânea e imediata de opiniões sobre uma marca publicadas neste ambiente?

Léo Palagi: A primeira prática é monitorar constantemente a palavra chave (ou tag) que se relaciona a sua marca.

Uma visita ao http://search.twitter.com/ com buscas diretas pelo nome de sua marca, ou ainda palavras que podem estar relacionadas ao seu produto, serviço e concorrentes seriam as primeiras medidas para entender o que se diz na ferramenta.

Mas muita coisa deverá ser filtrada.

Com todo este “buzz” gerado em torno da ferramenta, muitos tendem a levar qualquer punhado de twitts como a verdade absoluta, o que pode levar a um grande erro.

Quando monitoramos o que se fala no twitter, temos que levar em consideração qual a força de quem está falando – conseguimos isso checando quantidade de seguidores do “tuiteiro” e, mais a fundo, seguidores de seus seguidores.

Dessa maneira determinamos o quanto a mensagem (ou mensagens) foi relevante antes de tomá-la como verdade.

É muito importante que além da monitoração de tags citadas no twitter e capital social de quem as citou, sua pesquisa esteja cruzada com outras mídias como blogs e comunidades em redes sociais. O twitter não é o único ponto de contato com seu consumidor.


Revista WebDesign: No artigo “Cuidado com os especialistas em mídia sociais” (http://migre.me/6hBQ), André de Abreu faz uma análise interessante sobre o momento do mercado web e alerta que “a história já provou: a novidade atrai os novos profetas”. Diante disso, quais são os erros mais comuns que podem determinar um grande #fail de uma empresa na hora de marcar presença no Twitter? É possível citar um exemplo deste cenário que sirva de lição para que o mesmo erro não seja cometido novamente?

Léo Palagi: O sintoma dos “especialistas em mídias sociais” é semelhante aos especialistas em web no final dos 90s ou o “site do sobrinho”, onde se criou a lenda de que investir em web tinha baixíssimo custo, retorno alto, aumento de vendas e sucesso garantido.

O investimento neste meio requer pesquisa e planejamento tão grande ou maior do que uma ação para as “mídias tradicionais” como a TV, pois após um erro não terei chance de “tirar meu twitt do ar” ou parar de veiculá-lo.

Um erro simples, mas que acaba sendo pouco notado por motivos óbvios, é não ter uma estratégia bem definida e com isso não alcançar a propagação que se esperava. Tuitar não garante alcançar seu público.

Vejo algumas empresas de médio porte criarem perfis de twitter e iniciarem seu relacionamento sem uma prévia análise do que está acontecendo ao seu redor, é um sintoma semelhante a explosão do Orkut no Brasil, quando várias empresas criaram comunidades de suas marcas e nunca alcançaram massa crítica de usuários cadastrados.

A publicidade velada é outro caso um tanto controverso nesta mídia.

Recentemente experimentamos o caso da Puma, que convidou tuiteiros e blogueiros a falar de um determinado produto em troca de brindes da marca.

Pelo tom pouco transparente que a campanha propunha, ela acabou sendo aberta ao público por diversos blogs e ridicularizada na rede. Ponto negativo para marca, para o produto e para a agência que vai ter problemas em futuras ações do tipo.

http://upalupa.wordpress.com/2009/08/18/o-que-nao-fazer-numa-campanha-de-midias-sociais/

Relevância e transparência são os pilares iniciais para ações em mídias sociais, e no twitter não é diferente. Se vamos abordar o consumidor através destas mídias, devemos deixar muito claro quem somos e oferecer algo que lhe interesse.


Revista WebDesign: No livro “Tudo que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” (http://www.scribd.com/jspyer), Juliano Spyer aponta que “há três anos, o ‘futuro da mídia’ chamava-se Digg.com. Recentemente a coroa passou ao Facebook - que parece estar sendo destronado pelo Twitter. E já existem especulações sobre quem será o novo sucessor”. Em sua opinião, o Twitter veio para ficar? É possível prever qual será o seu futuro (diante, por exemplo, do crescimento no uso dos dispositivos móveis e sua adequação ao modelo do Twitter)? E ainda: existe a possibilidade de acontecer a mesma moda passageira que culminou no fracasso do Second Life, por exemplo?

Leo Palagi: Na internet temos uma tendência muito forte de associar conceitos às ferramentas.

O Second Life é uma ferramenta, que nos leva a criação de avatares para interação social em 3D. Pode não estar mais na moda, mas temos diversos outros mundos virtuais que estão aí acontecendo, como o Word Of Warcraft ou Sims online, entre outros.

Ferramentas não vêm pra ficar, sempre são passageiras, e o Twitter é uma ferramenta. Aproveite enquanto é tempo!

O que ficam são modelos de trocar informações, de trocar idéias de se comunicar, estes sim deverão durar por mais tempo e evoluir conforme novas ferramentas surgirem.

Mas o Twitter, além de ser uma ferramenta, nos trouxe um destes novos modelos, onde falo ao vento (http://www.youtube.com/watch?v=PN2HAroA12w), mas tem sempre alguém pra me ouvir, criticar, somar idéias, e tudo isso muito rápido, ao vivo.

O twitter provavelmente vai ter um sucessor em breve, mas este modelo de comunicação ainda dura muito tempo.


Revista WebDesign: Quais dicas de leitura você recomendaria para o profissional que deseja se aprofundar neste assunto?

Leo Palagi:
1 - Marketing IdeaVirus – Seth Godin – trata da propagação da comunicação da web e seus desdobramentos.

2 – Redes Sociais na Internet – Raquel Recuero – trata do impacto das redes sociais sobre as relações humanas e a busca de capital social

3 – Twitter Brasil – (www.twitterbrasil.org) – Blog que traz novidades sobre a ferramenta


Revista WebDesign: Por favor, indicar dois exemplos de ações/projetos/campanhas que representem o uso adequado do Twitter, justificando sua escolha em três linhas.

Leo Palagi:
Twestival (http://saopaulo.twestival.com)

Um evento totalmente promovido através do twitter e reúne diversos formadores de opinião e empresas patrocinadoras por uma ação social - beneficiar instituições carentes ao redor do mundo. Tem total transparência no que faz e trabalha o tempo todo em engajamento e geração de conteúdo de usuários.

Camiseteria (http://www.camiseteria.com.br)

Divulga informações da marca de maneira muito leve e permissiva, convida os tuiteiros para participar de promoções que são sempre bem aceitas por serem divertidas, promove lançamentos de seus produtos e da feedbacks para reclamações ou problemas com seu e-commerce.

2.9.09

Já fez sua doação pelo PagSeguro? Veja como é simples.

Vimos que tinha gente achando que era difícil doar pelo PagSeguro, então fiz um passo a passo de como doar – e já aproveitei pra fazer minha doação.

Veja como é simples:

Acesse http://migre.me/5Fqx (este link vai te levar para a área de doações do TwestivalSP no PagSeguro)

Não é necessário ter uma “Conta PagSeguro”, apenas preencha o formulário que vai ser exibido, como explicado abaixo:

1 - Digite o valor que você quer doar (a transação usará cartão de crédito ou boleto e o valor será TOTALMENTE repassado ao Doutores da Alegria – Pag Seguro ou Twestival não ganharão nada)

2 - Preencha seu CEP (ele vai encontrar seu endereço sozinho) e Conclua com os dados do seu endereço (número e complemento)

3 - Preencha seu nome e seu telefone fixo (nãopode ser celular)

4 - Preencha o e-mail onde deseja receber o recibo da transação
(este dados são sigilosos e usados apenas para contatos de confirmação caso necessário)

5 - Clique em continuar

6 - Escolha a forma que deseja transferir sua doação

7 - Confirme e preencha os dados requisitados de acordo com sua escolha de forma de pagamento.

8 - Pronto, tuite pra glera que você já doou e convide mais gente pra fazer doações

31.8.09

TwestivalSP - Venha você também!

No próximo dia 11/09 acontece o segundo Twestival São Paulo, evento de tuiteiros que aconteceu pela primeira vez na cidade em fevereiro deste ano, em versão global, beneficiando o Charity:Water (mais aqui).

Nesta edição, o TwestivalSP beneficia a ONG Doutores da Alegria, que leva atores aos hospitais para divertir crianças que estão internadas.

Na primeira edição a Red Cube (agência da qual sou sócio) doou a criação e produção das camisetas oficiais do evento, que foram vendidas e revertidas em doações.

Agora, no evento local, estou participando da organização junto com o organizador oficial Fernando Souza, além de levar os recursos da Red Cube para produzir a direção de arte do evento.

Para saber mais acesse http://saopaulo.twestival.com, e se estiver interessado em ajudar o evento, veja o media kit abaixo.



O evento acontecerá no dia 11/09 no Espaço Gafanhoto/Pix a partir das 20h00

19.8.09

Revista Prime News #01

Foi lançada em agosto a mais nova publicação pernambucana de negócios, a Prime News, revista digital que trata de diversos assuntos sobre negócios, com foco no cenário pernambucano.

Para o primeiro número tive a honra de ser convidado para falar de Web 2.0, assunto que direcionou a capa desta edição; "Negócios 2.0"

A edição traz ainda uma entrevista com o Gestor de Marketing Critiano Andrade, matéria sobre "Marketing Sustentável", A história do sistema econômico mundial, entre outras.

Gostei do resultado da revista e digo que vale leitura.



Abaixo você lê na íntegra todas as respostas que dei à revista para compor a matéria:

Revista Prime News - Mídias digitais, o que são e como funcionam?

Léo Palagi - Desde os velhos disquetes, até o mais avançado celular, mídias digitais são veículos ou aparelhos que utilizam a tecnologia digital para a transmissão ou comunicação de informações.

O que a torna tão diferente, trazendo esta “revolução digital” que estamos vendo hoje, é sua facilidade em ser alcançada e utilizada por todos, permitindo que pessoas que antes eram meros espectadores da história, passem a participar e opinar, sem mediação dos grandes veículos tradicionais.

Hoje, com um computador ou um celular, temos acesso ininterrupto à informação. Tomamos conhecimento dos fatos sem o filtro dos veículos de mídia. Anônimos se tornam famosos criam novos produtos e contribuem para a sociedade em uma velocidade jamais vista nos meios de comunicação.

Revista Prime News - Quais as oportunidades que as Mídias Digitais proporcionam para o mundo corporativo?

Léo Palagi - Há um número infinito de oportunidades, já que o limite das mídias digitais está na necessidade das empresas e na criatividade de quem as produz.

Podemos chamar o bom e velho e-mail de “mídia digital”, e todos sabemos que há tempos ele é uma ferramenta indispensável no mundo corporativo.

Sites institucionais, também mídias digitais, já são peças obrigatórias na comunicação de uma empresa há muitos anos.

Existem grandes empresas que nasceram “importando” modelos tradicionais para as mídias digitais criando novos negócios a partir de negócios comuns do meio físico – como as lojas virtuais.

A grande diferença está em como utilizá-las. Em encontrar um diferencial e não ter receio de aplicar idéias inovadoras, que são sempre as que cairão no gosto popular e se tornarão os grandes casos de sucesso.

Revista Prime News - O que é internet 2.0? Qual a diferença que ela traz?

Léo Palagi - Poder para o povo! Assim poderíamos definir a internet 2.0 ou Web 2.0.

No início a internet era uma espécie de “reprodução de folhetos” impressos que permitiam pouca interação com seus usuários.

Um conjunto de ações que ofereceram ferramentas onde os usuários da internet podem produzir, trocar, avaliar e escolher o conteúdo a ser consumido foi o início do conceito de Web 2.0.

O consumidor quer participar, quer agir, e este modelo proporciona os recursos necessários para isso, levando a informação a um novo entendimento, onde ela é criada de maneira colaborativa por todos os usuários que participam da rede.

As empresas, por sua vez, não estão livres desta onda de informação colaborativa. Uma falha, um produto ruim ou um mau atendimento são logo divulgados e comentados pelos consumidores.

Sem as ferramentas de Web 2.0 isso não seria tão fácil.

Revista Prime News - Qual o perfil das empresas que podem usar as redes sociais a seu favor? Qualquer empresa pode se beneficiar com esses recursos que a internet 2.0 proporciona?

Léo Palagi - Não há perfil definido.

Como dito, as empresas não tem muita escolha, o consumidor vai falar de sua marca, cabe a elas decidir se querem participar ou não da conversa.

Qualquer empresa pode (e deve) utilizar as redes sociais, tanto para medir a atitude do consumidor em relação as suas marcas nestes meios, quanto para buscar influenciar a decisão de compra de seu produto ou serviço.

Existem diversos casos de empresas que tem feito este trabalho muito bem.

Entre os casos que provam que qualquer empresa pode se beneficiar dos recursos das mídias sociais, temos bancos, seguradoras, empresas da área da saúde e até empresas da área de logística fazendo ótimos trabalhos nas redes.

Revista Prime News - Como eu sei que o meu produto tem demanda nas redes sociais?

Léo Palagi - O Brasil é um dos países que mais usa Internet, e é claro, se usa muitas redes sociais por aqui. Então seu produto já tem demanda nas redes sociais, e provavelmente já está sendo comentado pelos seus usuários.

Por aqui, um dos maiores termômetros de atitude em redes sociais é o Orkut. Os brasileiros são líderes mundiais em utilização desta rede no mundo, por isso se quer saber o que dizem de sua marca nessa mídia, comece por ele.

Revista Prime News - Como começar a interagir com as redes? O investimento é alto? O retorno é a curto, médio ou longo prazo?

Léo Palagi - Para cada caso as variáveis mudam muito, o que torna difícil apresentar uma estimativa geral.

Uma busca no Orkut por palavras chave relacionadas ao seu produto ou sua marca para verificar o que os usuários da rede estão falando já seria uma maneira de interação com as redes. O retorno é imediato e o investimento monetário é zero. Gasta-se apenas tempo para coletar e analisar os dados.

Já uma ação mais profunda, para criar relacionamento com o consumidor, leva mais tempo, pois um dos fatores essenciais é conquistar a confiança do público para que tenha a permissão de começar a falar dentro de seu espaço.

Revista Prime News - Como criar e acompanhar uma campanha pela internet?

Léo Palagi - A criação não é muito diferente da campanha nos meios tradicionais.

Deve criar um argumento consistente, e principalmente ter muita transparência no que está dizendo.

O poder de propagação é enorme, tanto para aspectos positivos quanto para negativos, por isso a criação da campanha deve levar em consideração que o usuário vai falar dela.

Dar espaço para o consumidor participar e colaborar de alguma maneira, além de ser uma maneira de aproximá-lo de sua campanha, pode ser a diferença para o sucesso, já que a grande palavra do momento é participação.

Acompanhar é talvez o fato mais interessante de campanhas on-line.

Os meios digitais proporcionam uma enorme quantidade de métricas de todos os tipos. É possível analisar dados com uma segmentação tamanha que podemos avaliar dados específicos de um único consumidor, se assim desejarmos.

Revista Prime News - Qual o alcance de campanhas estritamente digitais com relação a campanhas destinadas especificamente para veículos tradicionais?

Léo Palagi - As mídias tradicionais ainda impactam um maior número de consumidores, sem dúvida. Porém não é tão focado quanto as mídias digitais.

Na internet, consigo focar minha comunicação a um publico específico, medir o retorno da ação e manter um diálogo muito mais duradouro com um investimento muito menor do que nas mídias tradicionais.

A situação ideal é desenvolver ações que envolvam um mix de ambos os meios, fazendo com que um dê continuidade ao outro e com isso reforçando a ação e a presença da marca na mente do consumidor.

Revista Prime News - Qual é a diferença em divulgar em site oficial e usar as redes sociais?

Léo Palagi - A abrangência que se tem em uma ação em redes sociais é sem dúvida muito maior do que uma ação pontual no site institucional da marca. A começar pelo público que vai ser impactado.

Nem todos os consumidores chegam ao site oficial da empresa, mas provavelmente tem perfis em alguma rede e freqüentam comunidades de seu interesse pessoal para trocar informações.

Estar nestas comunidades aumenta as chances da empresa alcançar seu público alvo, pois está mais próxima dele.

Um estudo do IBOPE/Net Ratings (http://migre.me/35A) mostrou que campanhas on-line de montadoras partindo de blogs ou outras redes sociais podem ter um impacto 500 vezes maior do que se as mesmas partissem dos sites das próprias empresas.

1.7.09

Rocco Mediate tenta o "Jesus Shot"

Conheci este case em palestra do Raphael Vasconcelos no 13º Encontro de WebDesign da Arteccom em novembro 2008.

Gosto tanto do case, que embora não seja tão novo, já usei em duas palestras que apresentei este ano, pois demonstra extrema maturidade no relacionamento das marcas com as mídias sociais.

Explico.

Um jogador de Tiger Woods PGA Tour 2008 encontrou um glitch no jogo (ou defeito na programação que permite “burlar sua realidade”) onde era possível fazer uma tacada sobre a água.

O jogador de nickname Levinator25 apelidou a jogada de “Jesus Shot” (por motivos óbvios):



Tempos depois, a EA Games iniciava as ações para lançamento da versão 2009 do Tiger Woods PGA Tour.

Em uma sacada como poucas semelhantes neste tipo de mídia (me contem as que vocês conhecem!) a EA Games respondeu ao vídeo, dizendo que aquilo não era um defeito, como o Levinator25 havia pensado:



Acho sensacional a sacada, o timing, o tipo de resposta utilizando o mesmo meio, a piada com o defeito e principalmente o retorno – o vídeo da EA Games ultrapassou o vídeo do Levinator25 em pouco tempo em audiência.

Porém, cases envelhecem, e eu já acreditava que não poderia usar novamente em uma palestra pois já estava ficando manjado, certo?

Mas a EA Games não pensou bem assim.

Caso você não saiba, o Tiger Woods é o jogador de golfe profissional número 1 no ranking mundial.

Rocco Mediate, estrela do novo vídeo da EA Games para o lançamento da versão 2010 do jogo, é o número 2 do ranking:



Tirem as próprias conclusões...

(A dica do filme novo da EA Games é da @mahemy)

30.6.09

Palestra no MBA em Marketing da Anhembi Morumbi

Segunda Feira (29) estive na Universidade Anhembi Morumbi apresentando um versão alternativa (e resumida devido ao tempo de apresentação) da minha palestra de Mídias Sociais.

Teve um sabor especial pois fui aluno da UAM tanto na Graduação quanto na Pós Graduação e estar "do outro lado do balcão" foi interessante.

Esta foi a quinta palestra que apresento, terceira deste ano. Veja todas no meu perfil no slideshare.

A de ontem, está aqui:

18.6.09

Minha palestra no 14º EDTED

Na edição de Curitiba, o 14º EDTED (Encontro de Design e Tecnologia Digital), evento promovido pela Arteccom, me convidou para abordar temas relacionados as Redes Sociais.

Focando em Redes Sociais Temáticas, apresentei desde números e tendências de mercado até cases da Red Cube sobre o assunto. A apresentação completa está disponível abaixo:



Confesso que não foi nada fácil, considerando que foi a primeira apresentação que fiz para um público deste tamanho.

Mais informações você encontra no site do evento ou no twitter, na tag do evento (#EDTED).